Teatro Amazonas - Relógio Municipal - Paço da Liberdade - Igreja Matriz N. S. da Conceição - Alfândega e Guardamoria - Mercado Municipal Adolpho Lisboa - Palácio da Justiça - Palácio Rio Negro - Quartel da Polícia Militar - Reservatório do Mocó - Centro Cultural Usina Chaminé - Central de Artesanato Branco e Silva - Museu do Índio - Museu de Ciências Naturais - Instituto Geográfico Histórico do Amazonas (IGHA).
Teatro Amazonas
A história do Teatro Amazonas inicia-se em 1881, quando o Deputado A. J. Fernandes Júnior apresentou o projeto para a construção de um teatro em alvenaria, na Cidade de Manaus. Manaus vivia o auge do Ciclo da Borracha e era uma das mais prósperas cidades do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias européias e americanas. A pedra fundamental da obra foi lançada em 1884. As obras transcorreram lentamente e somente no governo de Eduardo Ribeiro, no apogeu do ciclo da borracha, a construção tomou impulso. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do salão nobre, área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis. A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 685 pessoas, distribuídas entre a platéia e os três andares de camarotes. No salão nobre, com características barrocas, destaca-se a pintura do teto, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia", de autoria de Domenico de Angelis. Destacam-se os ornamentos sobre as colunas do pavimento térreo, com máscaras em homenagem a dramaturgos e compositores clássicos famosos, como Ésquilo, Aristóphane, Moliére, Carlos Gomes, Rossini, Mozart, Verdi, Chopin e outros. Sobre o teto abobadado estão afixadas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot - a mais tradicional da época -, onde são retratadas alegorias à música, dança, tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Carlos Gomes. Ainda na sala de espetáculos, destaca-se a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos Rios Negro e Solimões.
Rua Tapajós, s/n, Centro, Cep 69.025-140
(Praça São Sebastião)
Fone:(92) 3622-1880 Fax: (92) 3622-2420
E-Mail: teatroamazonas@culturamazonas.com.br
Manaus, Am
Relógio Municipal
Instalado no início da Avenida Eduardo Ribeiro, às proximidades do Porto de Manaus e do antigo prédio dos Correios, o Relógio Municipal foi importado da Suíça e montado em base de pedra pela firma local Pelosi & Roberti, antigos ourives de Manaus. construção de seu pedestal foi concluída no final de 1927, junto com o obelisco erguido em comemoração ao centenário da elevação de Manaus à categoria de cidade. O Relógio Municipal compõe a paisagem arquitetônica do Largo da Matriz.
Av. Eduardo Ribeiro - Centro
(ao lado da Igreja Matriz de N. S. da Conceição)
Manaus, Am
Paço da Liberdade
A edificação do Paço da Liberdade, também conhecido como Paço Municipal, iniciou-se em 1874. O prédio abrigou o Governo Provincial, em 1879 e, em seguida, com a Proclamação da República, sediou a administração do Governo Republicano. Em 1917, o Governo Municipal instalou-se no local. A fachada da construção é um dos primeiros exemplos da arquitetura neoclássica em Manaus. O edifício tem um só pavimento, subdividido em três seções. A parte central é composta por um pórtico com duas colunas e duas pilastras em estilo toscano, onde vê-se o escudo da municipalidade de Manaus. Localizado às proximidades do Palácio Rio Branco, antiga sede do poder legislativo estadual, em frente da Praça Dom Pedro II, o Paço da Liberdade é uma das mais importantes edificações do sítio histórico mais antigo de Manaus, marco do fausto e riqueza que imperaram durante a época áurea da borracha.
Praça D. Pedro II, s/n - Centro - Cep 69.005-320
Manaus, Am
Igreja Matriz de N. S. da Conceição
Primeira igreja erguida após a fundação de Manaus, a Matriz de N. S. da Conceição foi construída em 1695 por missionários carmelitas. Era uma construção simples e rústica. A obra foi reconstruída pelo então presidente da Província, Manoel da Gama Lobo d'Almada, que ampliou suas instalações. Em 1850, a igreja foi completamente destruída por um incêndio. Vinte anos se passaram entre o lançamento da pedra fundamental e a sua inauguração. O prédio atual da nova igreja da Matriz foi inaugurado em 1878. Sua construção é bastante simples, com predominância de linhas retas em estilo neoclássico. A fachada divide-se em dois andares, com poucos elementos ornamentais. Os seis sinos da igreja foram importados de Portugal e instalados em 1875. Até hoje, a igreja mantém uma posição de destaque na paisagem do centro da cidade. Localizada sobre uma pequena elevação, em frente ao Porto, a Catedral foi a primeira grande obra arquitetônica realizada em Manaus. Voltada para o Rio Negro, com suas belas escadarias que sugerem o desenho de uma lira, o prédio impressiona pela sua beleza e sobriedade.
Praça Oswaldo Cruz, s/n - Centro
Fone: (92) 3234-7821 Cep: 69.005-390
Manaus, Am
Alfândega e Guardamoria
O conjunto arquitetônico da Alfândega e Guardamoria foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 1987, junto com o Complexo Portuário. Inaugurados oficialmente em 1906, os dois prédios foram construídos pela firma inglesa Manaos Harbour Limited, como parte do contrato de concessão do Porto de Manaus. Em estilo eclético, com elementos medievalistas e renascentistas, trata-se do primeiro prédio pré-fabricado do mundo. O prédio da Guardamoria, com sua torre e farol, edificados com o mesmo material e estilo da Alfândega, completa o Complexo. O edifício da Alfândega foi construído em blocos de tijolos aparentes, pré-montados e importados da Inglaterra, uma reprodução dos prédios londrinos do início do século.
Rua Marquês de Santa Cruz, s/n, Centro,
Fone: (92) 3234-5481
Cep 69.005-050
Manaus, Am
Mercado Municipal Adolpho Lisboa
O Mercado Municipal Adolpho Lisboa, construído de frente para o Rio Negro, no período áureo da borracha, em estilo art noveau, foi oficialmente inaugurado em 1882. Considerado uma réplica do extinto mercado Les Halles, de Paris, possui um pavilhão central em alvenaria, ladeado por dois pavilhões com estrutura em ferro fundido e forjado, com pórtico de ferro rendilhado e vitrais. Em 1906, o mercado foi arrendado para a empresa inglesa Manáos Markets, responsável pela construção das principais fachadas da Rua dos Barés e pelos dois pavilhões laterais de ferro, destinados à venda de carne e peixes. O contrato foi rescindido em 1934 e o Mercado voltou à administração municipal. O Mercado Municipal Adolpho Lisboa é um dos mais importantes centros de comercialização de produtos regionais, em Manaus. Na última semana de Dezembro/2006 foi dada a "Ordem de Serviço" para o início das obras de restauro do Mercado Municipal "Adolpho Lisoa", que é certamemente uma das mais importantes referências arquitetônicas e culturais da Cidade de Manaus. Promovida pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Turismo - Manaustur, a iniciativa conta com recursos oriundos da Superintendência da Zona Franca de Manaus - Suframa e chancela do Programa Monumenta - MinC e do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.
Rua dos Barés, n° 46 - Centro - Cep 69.005-020
Manaus, Am
Palácio da Justiça
O Palácio da Justiça, localizado na Avenida Eduardo Ribeiro, uma das principais de Manaus, foi inaugurado em 1900. Construído sobre uma área elevada, o prédio é protegido por um espesso muro com balaustradas. O Palácio possui estilo eclético, inspirado na arquitetura do 2º império francês e do neoclassicismo inglês, com uma profusão de elementos que misturam vários ornamentos. O térreo têm revestimento em alvenaria, janelas e portas em arco pleno e colunas de pórtico da ordem toscana. O segundo piso tem alvenaria lisa, janelas de púlpito de verga reta, com frontões curvos e irregulares e colunas do pórtico da ordem composita. O aspecto barroco do seu ambiente interno contrasta acentuadamente com sua fachada sóbria e austera. Destaca-se na fachada uma grande estátua de Têmis (a deusa grega da Lei e da Justiça), de olhos desvendados, segurando à mão direita uma espada e à mão esquerda uma balança. Embaixo um medalhão onde se lê Lex (Lei). Ao contrário das representações tradicionais, a estátua de Têmis não possui os olhos vendados e a balança à sua mão esquerda pende para um dos lados.
Av. Eduardo Ribeiro, nº 901 - Centro - Cep 69.010-001
Fone: 55 (92) 3627-1600
Manaus, Am
Palácio Rio Negro
Residência de rico comerciante da borracha, o alemão Waldemar Scholtz, o Palácio Rio Negro foi inaugurado no final do século XIX e, na época de sua construção, era conhecido como Palacete Scholtz. Em 1911, o prédio foi hipotecado ao Coronel Luiz da Silva Gomes, rico seringalista da época, que o arrendou ao Estado. O local, então, além de sediar o Governo Estadual, passou a ser a residência oficial do governador. Em 1918, o Estado comprou definitivamente o imóvel, que começou a ser chamado de Palácio Rio Negro. A fachada, dividida em dois pavimentos, com três corpos, apresenta elementos ecléticos, com predomínio de características clássicas. A porta de entrada é de arco pleno e acima brilha a estrela republicana. No interior, os soalhos são de acapu e pau-amarelo. Móveis e objetos vindos do oriente compõem a ambientação. Uma imponente escada de madeira leva até o segundo pavimento, onde uma belíssima sacada em ferro fundido proporciona encantadora vista da cidade. Na administração do Governador Álvaro Maia, em 1945, a construção foi acrescida de uma ala lateral, à direita, e de uma torre instalada sobre o lado esquerdo do segundo pavimento. Foi tombado como patrimônio estadual, em 1980.
Av. Sete de Setembro, n° 1546 - Centro - Cep 69.005-141
Fone: 55 (92) 622-2880 Fax: 55 (92) 622-2834
E-Mail: ccprn@culturamazonas.am.gov.br
Manaus, Am
Quartel da Polícia Militar
Uma das construções mais antigas de Manaus, o prédio do Quartel da Polícia Militar faz parte do conjunto arquitetônico da praça Heliodoro Balbi (praça da Polícia), na esquina da avenida Sete de Setembro com a rua Floriano Peixoto. A primeira notícia que se tem dessa edificação data de 1867, quando o presidente da província relatou a compra do prédio em construção, conhecido como Palacete Garcia, para abrigar o Tesouro Provincial. Construído originalmente em um único bloco, o Palacete da Província, como ficou conhecido, foi inaugurado em 1875. O Liceu, a Biblioteca Pública, a Assembléia Provincial e a Repartição das Obras Públicas funcionaram no local. Em 1890, o prédio foi ocupado pela Polícia, mas somente em 1895, no governo de Eduardo Ribeiro, é que o Palacete foi reconstruído, tendo suas instalações ampliadas e transformadas em sede para o Batalhão Militar do Estado. Com o Estado Novo, em 1930, o local foi transformado em escola, abrigando as alunas do Instituto Normal Superior.
Praça Heliodoro Balbi, s/n - Centro - Cep 69.005-260
Fone: 55 (92) 3621-9900
Manaus, Am
Reservatório do Mocó
O reservatório do Mocó, magnífica obra em estilo neo-renascentista, que nos remete ao período áureo da borracha, foi inaugurado em 1899, durante o governo de José Cardoso Ramalho Júnior. A construção, que abrange uma área de 1.089 m2, foi iniciada na administração do Governador Eduardo Gonçalves Ribeiro, O Pensador, e concluída em 1897. O reservatório foi planejado e construído com o objetivo de solucionar os problemas de abastecimento de água, que no final do Século XIX atingiam a cidade. Destaca-se pela imponência de sua estrutura interna, toda em ferro importado da Inglaterra, que suporta dois enormes tanques metálicos, instalados no espaço superior da edificação. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, em 13 de Março de 1995, passou por uma grande reforma, realizada pelo Governo do Estado, em 1998. O Reservatório do Mocó localiza-se em posição privilegiada, na Praça Chile (Bairro de Adrianópolis), e ainda hoje abastece uma parte da Cidade de Manaus.
Centro Cultural Usina Chaminé
O prédio onde hoje funciona o Centro Cultural Usina Chaminé, administrado pelo Governo do Estado do Amazonas, destinava-se a sediar a estação de tratamento de esgotos da cidade. Foi construído em 1910 pela empresa inglesa Manáos lmprovements, concessionária dos serviços de saneamento da cidade, contratada pelo Governo Estadual. Em 1913, o sistema de tratamento de esgotos ainda não havia começado a funcionar quando a população, revoltada com as altas taxas cobradas, destruiu o escritório da empresa. A Manaós lmprovements deixou inacabados os serviços sanitários e, assim, a usina jamais funcionou. Com características neo-renascentistas, o prédio possui uma chaminé de 24 metros, construída em tijolo compacto refratário, coroada por um chapeló em ferro moldado, daí o nome "Chaminé". Tombado como monumento histórico do Estado do Amazonas, em 1988, a edificação foi reformada para abrigar a Usina Chaminé. O centro cultural, em seus diversos espaços, abriga atividades diversificadas - espetáculos teatrais e musicais, oficinas de arte, exposições artísticas, cinema, seminários, palestras etc.
Rua lsabel, s/n - Centro - Cep 69.005-120
Fone/Fax: 55 (92) 3633-3026
Manaus, Am
Central de Artesanato Branco e Silva
A beleza e originalidade do artesanato amazonense podem ser conferidas na Central de Artesanato Branco e Silva. Mantida pelo Governo do Estado do Amazonas, a central reúne 27 lojas de produtos artesanais, além de um salão para exposições e atividades culturais, restaurante e floricultura, distribuídos em um ambiente espaçoso e acolhedor. Uma grande variedade de produtos amazônicos, nas áreas da cestaria, tecelagem, escultura, entalhe, pintura, etc., pode ser encontrada na Central de Artesanato Branco e Silva. Destacam-se especialmente aqueles confeccionados com materiais tipicamente regionais: madeira, cerâmica, palha de tucumã, fibra e palha de tucum, tela de juta, cipó titica, dentre outros.
Central de Artesanato Branco e Silva
Rua Recife, nº 1.999 - Parque 10 - Cep 69.057-002
Fone/Fax (Administração): 55 (92) 3236-1241
Manaus, Am
Museu do Índio
Fundado em 1952, mantido e administrado pelas Irmãs Salesianas, o museu reúne em seu acervo mais de três mil peças produzidas por indígenas de diversas etnias da Região Amazônica. Objetos ritualísticos, utensílios domésticos, armas, adornos e instrumentos musicais são apenas alguns dos inúmeros itens que poderão ser observados. O modo de vida dos povos do Alto Rio Negro, como os Tukano, Dessana, Tariano e Baniwa, encontra-se particularmente retratado.
Rua Duque de Caxias, 296 - Centro.
Fone: (92) 3635-1922.
Manaus, Am
Museu de Ciências Naturais da Amazônia
Administrado pela Associação Naturalista da Amazônia, o museu abriga uma fantástica coleção de borboletas, insetos e peixes raros da região. Espécies como o pirarucu e o tambaqui estão apresentados em um belo aquário.
Estrada Belém, s/n, Colônia Cachoeira Grande, Aleixo
Fone/Fax: (92) 3644-2799.
Manaus, Am
Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas - IGHA
Fundado em 25/03/1917, a instituição objetiva a promoção dos estudos amazônicos de Geografia, História, Arqueologia, Sociologia, Antropologia Cultural, Linguística e ciências correlatas. Agrega o Museu Crisantho Jobim, com aproximadamente 450 peças referentes à história, etnografia e arqueologia da região e a Biblioteca Ramayana de Chevalier, com acervo variado.
Rua Bernardo Ramos, 117/131 - Centro
Fone/Fax: (92) 3622-1260
Manaus, Am
FONTE: informações cedidas pela Fundação Municipal de Turismo - MANAUSTUR. |